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Previsão é de que a adição de anidro na gasolina vá para 32%
O aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32) será apreciada na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), previsto para o início de maio.
O CNPE é quem regula questões como a da mistura obrigatória de anidro na gasolina.
Desde agosto de 2025, a mistura de anidro é de 30%.
Aumento da mistura de anidro na gasolina deve ser definida no começo de maio
A avaliação da nova mistura foi confirmada em 24 de abril pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em Uberaba (MG), durante a abertura da Safra Mineira de Açúcar e Etanol.
Quanto de etanol anidro será preciso fazer para cumprir a nova adição?
A previsão é a de que o aumento de 30% para 32% de mistura exigirá 1 bilhão de litros extras de etanol anidro por ano.
Segundo a assessoria do MME, a expectativa é de que sejam produzidos 4 bilhões de litros a mais de etanol neste ano – o que não inclui a nova adição de anidro na gasolina.
Impacto na Autossuficiência de Gasolina
A medida de aumento para 32% de anidrotem potencial de reduzir em cerca de 500 milhões de litros mensais a necessidade de importação de gasolina, informa a assessoria do MME.
Esse volume é suficiente para zerar a dependência externa da importação de combustível e colocar o Brasil, pela primeira vez, em condição de autossuficiência.
A proposta se apoia em testes já realizados no país, que comprovaram a viabilidade técnica da mistura durante os estudos conduzidos para o E30 em 2025, garantindo segurança para sua implementação.
Com caráter excepcional e temporário, a iniciativa deverá ter vigência inicial de 180 dias, prorrogáveis por igual período, conforme deliberação do CNPE.
Além de reduzir a dependência externa, a medida contribui para otimizar a logística do setor de combustíveis, ao liberar infraestrutura hoje utilizada para importação de gasolina, o que pode aumentar a eficiência no abastecimento de outros produtos, como o diesel.
A proposta integra um conjunto de ações do MME voltadas a garantir segurança energética no curto prazo e consolidar soluções estruturais para o país.
Autor/Fonte/Veículo: Jornal Cana
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