Bomba de abastecimento de diesel e etanol em posto de combustíveis (Foto: Alexander Fox/planet_fox/Pixabay)

 

Gasolina e diesel tiveram leve queda em setembro

Os preços dos combustíveis no Brasil têm passado por um movimento de queda nos últimos meses, tendência que se manteve em setembro. As cotações são ajudadas pelo preço do barril de petróleo e pelo alívio recente do câmbio.

O diesel e a gasolina caíram no Brasil em setembro na comparação com agosto.

Segundo pesquisa da ValeCard com base nos pagamentos realizados nos postos de combustíveis, a gasolina teve um preço médio de R$ 6,374 em setembro, uma redução de R$ 0,001 (-0,02%) em relação a agosto. Já o diesel ficou em média a R$ 6,298, recuo de R$ 0,009 (-0,14%).
Em agosto os preços também haviam recuado na comparação mensal, segundo a mesma pesquisa.
Mas as cotações têm variações diferentes conforme a região: “A combinação entre petróleo mais fraco lá fora e ajustes regionais de custos e impostos explica o movimento — e também porque ainda vemos altas localizadas. Em síntese: a tendência é de recuo, mas o repasse ocorre em ritmos diferentes entre os estados,” afirma o diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, Marcelo Braga.
As indicações de alta no suprimento global de petróleo estão ajudando a manter as cotações do barril no mercado internacional abaixo dos US$ 70.

Na quinta (02/10), o Brent para dezembro recuou 1,89% (US$ 1,24), a US$ 64,11 o barril, no quarto dia consecutivo de queda.
A expectativa é de que a Opep+ anuncie um novo aumento na produção na reunião de domingo (5/10), o que deve ajudar a ampliar a oferta no mercado. Mas o cartel indicou que ainda não há uma decisão final acerca do tema.
Analistas ressaltam, no entanto, que as tensões geopolíticas, sobretudo na Europa, seguem como um fator de risco para uma alta nos preços.
A Petrobras também espaçou os reajustes no mercado interno. A mudança mais recente na gasolina foi em 3 de junho, enquanto o diesel segue inalterado desde 6 de maio.

Segundo a Associação Brasileiras dos Importadores de Combustíveis (Abicom), na quinta (2/10), o diesel vendido pela estatal estava R$ 0,23 abaixo das cotações internacionais, com espaço para alta de 7%. Já a gasolina era vendida a R$ 0,25 acima dos preços de importação, com possibilidade de redução de 9%.
A diretoria da Petrobras tem indicado que não fará mudanças bruscas de preços, com uma política de movimentos graduais.
Ao definir o preço nas refinarias, a estatal não se baseia apenas na cotação do Brent ou na paridade de exportação, mas também na evolução do câmbio e na participação do mercado, incluindo a posição em relação aos produtos concorrentes.
Na competição com o etanol, inclusive, a gasolina tem se mostrado mais vantajosa. O biocombustível teve uma alta de R$ 0,033 (+0,75%) em setembro, com um preço médio de R$ 4,442 no mês.
No caso do suprimento brasileiro, parte do mercado também é atendido por refinarias privadas e importadoras.

O mês de outubro, inclusive, é marcado pela alta sazonal demanda, principalmente do diesel, com a intensificação das atividades do agronegócio.

Autor/Fonte/Veículo: eixos

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