Vista sob qualquer ângulo, a megaoperação contra o crime organizado no setor de combustíveis, ocorrida no final de agosto, só tem uma definição: histórica! A ação conjunta de forças estaduais e federais fulminou um esquema criminoso que, por anos, solapou bilhões de reais dos cofres públicos; prejudicou seriamente os consumidores com produtos adulterados, e até mesmo tóxicos à saúde; e desarranjou o mercado legal.

Surpresa? Infelizmente nenhuma. Há anos, o Instituto Combustível Legal (ICL) vem alertando as autoridades para o crescimento espantoso e desenfreado de práticas criminosas no setor. Já se sabia que a criminalidade controlava centenas de postos de combustíveis, administrava distribuidoras e empresas transportadoras, e até mesmo usina de etanol tinham caído na ilegalidade.

Agora, mais grave ainda, se sabe que uma sofisticada engenharia financeira foi montada e movimentou R$ 52 bilhões por meio de 21 fundos de ações. Um braço criminoso no mercado financeiro. Algo nunca visto, diga-se.

É certo que a operação não terminou. Seus desdobramentos devem aprofundar as descobertas dessa malha de ilegalidades montada no setor.

Acredito que cabe destacar que o sucesso dessa megaoperação se deve, principalmente, ao trabalho conjunto. Nesse sentido, uma das bandeiras do ICL, que sempre atuou junto às autoridades em prol do mercado ético, é justamente a defesa das chamadas Forças-Tarefas. Hoje, elas provaram sua eficiência!

Autor/Fonte/Veículo: Instituto Combustível Legal

*As notícias de outros veículos de comunicação postados aqui não refletem necessariamente o posicionamento do Sindesc.