A nova usina de biometano da H2A, inaugurada sexta-feira em Campos Novos, Oeste de Santa Cataina (Foto: Divulgação)
Usina de biometano inaugurada em Campos Novos sexta-feira (27) é mais uma expansão da geração de biocombustível a partir de produtos do agronegócio
Santa Catarina ganhou nesta sexta-feira (27), em Campos Novos, usina de biometano a partir de dejetos de suínos, um investimento da H2A Bioenergia no valor de R$ 65 milhões. Este é mais um projeto no estado dentro do chamado “pré-sal caipira”, que inclui a geração de biogás e biometano a partir de resíduos orgânicos no país. O Brasil tem potencial de produção de 120 milhões de metros cúbicos de biometano por dia, proveniente principalmente dos setores de açúcar e etanol, proteína animal, resíduos agrícolas e saneamento, estimou a Associação Brasileira do Biogás (Abiogás).
A nova usina, em parceria com a Coopercampos, tem capacidade diária para 16 metros cúbicos de biometano certificado, 23 mil metros cúbicos de biogás e 12 mil toneladas de CO2 de grau alimentício. Ela vende biometano e créditos de carbono. A inauguração contou com a participação do presidente do conselho da H2A Bioenergia, Geacir Damiani, do presidente Adilson Teixeira Lima e do diretor técnico, Flúvio Eleodoro Marques.
O presidente do conselho da H2A Bioenergia, Geacir Damiani, o diretor-presidente da empresa Adilson Teixeira Lima e o diretor técnico, Flúvio Eleodoro Marques (Foto: Divulgação)
Além dessa unidade, a H2A Bioenergia, que tem matriz em Florianópolis, informa que tem planos para a instalação de 22 plantas no Brasil e América Latina, com investimentos estimados em R$ 2,9 bilhões.
Também em Campos Novos, a Agric, empresa da (re)energia, pertencente ao Grupo Energisa, produz biometano e biogás e comercializa desde meados de 2025. A empresa investiu R$ 80 milhões em planta para produção a partir de resíduos de aves e suínos. Tem capacidade para 25 mil metros cúbicos/dia de biometano.
Em Chapecó, o Grupo Cetric (Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Industriais e Comerciais) transforma resíduos orgânicos em biogás e biometano que é usado para transporte.
A geração de bioenergéticos a partir do agro e outras fontes é positiva para economia brasileira porque reduz a dependência de produtos derivados do petróleo, insumo que sofre as variações do mercado mundial. Além disso, impulsiona uma indústria de tecnologias diferentes que gera emprego e renda de forma descentralizada no interior do país.
Autor/Fonte/Veículo: NSC Total
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