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Importações de diesel da Petrobras caem 85% no 2ºtri com maior uso das refinarias nacionais
Refinaria Riograndense, localizada em Rio Grande (RS). Foto: Marcos Jatahy/Agência Petrobras
Fator de utilização das refinarias da estatal foi recorde entre abril e junho
O aumento do fator de utilização das refinarias próprias levou a Petrobras a reduzir em 85,2% as importações de diesel no segundo trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período no ano passado. No período, a compra de diesel no exterior foi de apenas 18 mil barris/dia, em média.
A queda na importação de diesel ocorreu mesmo em meio a um aumento na venda desse combustível, que teve uma alta de 3% no volume comercializado na comparação anual.
Houve redução também na importação de petróleo (-33,6%) e de outros combustíveis, como o gás liquefeito de petróleo, o GLP (-35,5%).
Os dados são do boletim de produção e vendas da estatal, divulgado na noite de terça-feira (28/7). Confira a íntegra em .pdf.
A alta na produção nacional de combustíveis ocorreu em meio à alta internacional dos preços do petróleo e derivados, devido à guerra no Oriente Médio.
O conflito teve início em fevereiro, portanto, este é o primeiro relatório trimestral da Petrobras a refletir integralmente um trimestre sob os efeitos da guerra.
A estratégia da estatal para lidar com o contexto geopolítico conturbado foi aumentar a utilização do parque de refino para ampliar a oferta nacional de derivados.
O fator de utilização (FUT) das refinarias nacionais entre abril e junho foi recorde, com uma média de 101,2% no período.
O período foi marcado também pelas medidas adotadas pelo governo brasileiro para lidar com o encarecimento dos preços dos combustíveis, incluindo as subvenções.
A Petrobras já recebeu R$ 6,4 bilhões do programa de subsídios, correspondentes ao período até o final de maio, segundo os dados mais recentes, divulgados pela petroleira na semana passada.
Confira mais sobre isso: Piora na guerra leva governo brasileiro a recuar no desmonte dos subsídios aos combustíveis.
No caso da gasolina, a estatal não importou cargas desse combustível no segundo trimestre e manteve o volume de vendas.
No acumulado dos seis primeiros meses do ano, no entanto, as vendas de gasolina caíram 2,2%, devido à menor competitividade em relação ao etanol em algumas regiões.
A guerra também teve reflexos nas vendas da Petrobras para o exterior: a companhia ampliou os mercados para a venda de petróleo bruto.
A Índia aumentou as compras do petróleo brasileiro e respondeu por 22% das vendas da Petrobras no exterior no segundo trimestre.
A estatal brasileira conquistou cinco novos clientes: os refinadores Formosa (Taiwan), OQ Trading (Omã), Orlen (Polônia), Preem (Suécia) e Sasol (África do Sul).
Ao todo, a produção média de óleo, LGN e gás natural da Petrobras foi de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia no segundo trimestre, recorde trimestral.
A média ficou 14,1% acima do mesmo trimestre do ano passado.
Autor/Fonte/Veículo: eixos
*As notícias de outros veículos de comunicação postados aqui não refletem necessariamente o posicionamento do Sindesc.

















