Sessão pública do 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessões da ANP, no Rio de Janeiro, em 17 de junho de 2025 (Foto Juliana Rezende/eixos)

 

Sessões começam às 9h e às 14h; a agência eixos transmite ao vivo, com análise e entrevistas diretamente da sede da ANP

Os dois leilões de áreas de exploração e produção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta quarta (7/10), no Rio de Janeiro, vão ajudar a medir a atração de investimentos para o Brasil após a renovação do interesse global pela exploração de petróleo e gás com as recentes crises em grandes produtores globais.

Mesmo com as incertezas em relação ao resultado das eleições presidenciais, que terão o segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em 25 de outubro, o Brasil tem sido apontado como uma região estratégica em meio à busca pela diversificação de investimentos em exploração e produção das grandes petroleiras.
Será também o primeiro leilão após o governo federal adotar um imposto temporário sobre as exportações de petróleo, que foi judicializado e gerou críticas no setor.
Para contextualizar: Busca por novas reservas de óleo e gás e abertura de fronteiras ganha impulso em países produtores.
O 4º ciclo da Oferta Permanente de Partilha abre o dia com 13 blocos do pré-sal e 19 empresas aptas a participar, inclusive majors como Shell, Equinor e TotalEnergies, além de estreantes, como a estatal do Kuwait, Kufpec.

Na Bacia de Santos são oito blocos: Aragonita, Cerussita, Cruzeiro do Sul, Granada, Jade, Opala, Rodocrosita e Rubi.
Na Bacia de Campos são cinco: Azurita, Hematita, Larimar, Magnetita e Turmalina.
À tarde, o 6º ciclo da Oferta Permanente de Concessão oferece 22 setores de blocos exploratórios e dois setores de áreas com acumulações marginais, com 46 empresas aptas.

Estão disponíveis para receber lances áreas nas bacias Potiguar, Tacutu, Recôncavo, Parnaíba, Tucano Sul, Campos, Espírito Santo, Santos, Ceará.
Na segunda (5/10), a ANP retirou da oferta de cinco blocos na Bacia do Parnaíba (PN-T-32, PN-T-33, PN-T-114, PN-T-137 e PN-T-150), por “erro material na aplicação dos critérios socioambientais”. As áreas serão reavaliadas e podem voltar em ciclos futuros.
Parte da oferta foi alvo de judicialização devido ao potencial para uso de fraturamento hidráulico para a exploração e produção não convencional (fracking) nas Bacias do Recôncavo, Potiguar e Parnaíba.
Mais sobre isso em: Leilão de petróleo da ANP reacende disputa sobre fracking.
Desta vez, não estarão em oferta as duas principais regiões apontadas como potenciais novas fronteiras no país, as bacias de Foz do Amazonas e de Pelotas.

Foram essas regiões que atraíram o maior interesse nas rodadas mais recentes da ANP, com 47 blocos arrematados em Pelotas nos dois últimos ciclos da oferta permanente e 19 na Bacia da Foz do Amazonas.
Os leilões de hoje, inclusive, serão os primeiros certames após o anúncio das primeiras descobertas da Petrobras na Margem Equatorial.
Vale a leitura: De olho em novas fronteiras, petroleiras internacionais traçam planos exploratórios para o Brasil.
Acompanhe ao vivo. A agência eixos transmite os dois leilões no canal no YouTube, a partir das 8h45 com a partilha, com comentaristas convidados e entrevistas de Felipe Maciel e André Ramalho direto da sede da ANP.

Autor/Fonte/Veículo: eixos

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