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Previsão de alta na produção global de biocombustíveis é de estudo do instituto de políticas Chatam House
A produção global de biocombustíveis deve crescer 68% até 2030, passando de 105 milhões de toneladas equivalentes de petróleo em 2025 para 176 milhões.
Uma das explicações desse avanço é a de que o conflito entre EUA e Irã levou diversas economias a promover políticas para aumentar a participação de biocombustíveis nos combustíveis de transporte.
A informação consta em um estudo divulgado em 21 de setembro pelo instituto de políticas Chatham House, segundo divulga o portal da ISO a partir de conteúdo do Sugaronline.
“O conflito em curso entre os EUA e o Irã e o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz para a navegação provocaram um ‘choque’ energético global, deixando as economias asiáticas particularmente expostas a preços mais altos de combustíveis e à insegurança no abastecimento”, escreveram analistas da Chatham House no estudo.
“Os biocombustíveis estão sendo promovidos como uma maneira rápida e fácil de aumentar a segurança energética interna em resposta a esse choque.”
Entre os países que estão promovendo políticas para aumentar a produção e o uso de biocombustíveis estão o Brasil [agora com teste de 35% de anidro na gasolina], a Índia, a Indonésia e os EUA.
As alterações nas obrigações de uso de biocombustíveis anunciadas globalmente desde o início da crise energética do Golfo poderiam exigir cerca de 36 milhões de hectares adicionais de terra para a produção de biocombustíveis — uma área equivalente ao tamanho da Alemanha —, aumentando uma pressão que pode levar ao desmatamento em regiões ecologicamente sensíveis do mundo.
Autor/Fonte/Veículo: Jornal Cana
*As notícias de outros veículos de comunicação postados aqui não refletem necessariamente o posicionamento do Sindesc.