UGEE1000BR, a primeira turbina a gás para geração de energia elétrica movida a etanol desenvolvida inteiramente no Brasil (Créditos: Divulgação)
O Brasil desenvolve a primeira turbina a gás para geração de energia elétrica movida a etanol
O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos (SP), sedia projeto da primeira turbina a gás para geração de energia elétrica movida a etanol.
O equipamento transforma a energia da queima do biocombustível em movimento mecânico e, depois, em eletricidade.
O projeto ainda tem caráter demonstrativo e busca comprovar a capacidade tecnológica do país antes de uma possível produção em escala.
Projeto UGEE1000BR
O projeto foi batizado de UGEE1000BR, sigla para Unidade Geradora de Energia Elétrica. O equipamento utiliza uma turbina a gás movida a etanol hidratado para gerar eletricidade.
Apesar do nome, a expressão “turbina a gás” não significa que o combustível precisa estar no estado gasoso.
O termo se refere ao funcionamento da máquina: após a queima do combustível, são produzidos gases em alta temperatura e pressão, que movimentam a turbina.
O processo funciona da seguinte forma: a turbina aspira o ar, aumenta sua pressão e o mistura ao etanol em uma câmara de combustão. A queima gera gases quentes, que passam pelas palhetas da turbina e fazem um eixo girar.
Parte da energia produzida é utilizada para manter o compressor em funcionamento. O restante movimenta um gerador, responsável por transformar essa energia em eletricidade.
A tecnologia empregada é semelhante à utilizada em motores de aeronaves. A principal diferença é a finalidade: enquanto nos aviões a turbina gera impulso para o voo, na UGEE1000BR ela aciona um gerador elétrico.
Turbina 100% nacional
Segundo a Força Aérea Brasileira, a UGEE1000BR é a primeira unidade de geração de energia elétrica com turbina a gás movida a etanol desenvolvida integralmente no Brasil.
O diferencial do projeto vai além do uso do etanol. O país domina todas as etapas da tecnologia, desde o desenvolvimento da turbina até a integração do sistema, incluindo os controles, a estrutura, a câmara de combustão e a conexão com o gerador.
Esse domínio tecnológico reduz a dependência de fornecedores estrangeiros em um setor considerado estratégico. Além disso, abre espaço para que empresas brasileiras participem da fabricação de componentes, da manutenção dos equipamentos, da automação e do aprimoramento da tecnologia.
Autor/Fonte/Veículo: Jornal Cana
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