Donald Trump fala em coletiva durante visita ao restaurante El Arepazo, em Miami, Flórida, em 9 de março de 2026 (Foto Daniel Torok/Casa Branca)

 

Brent sobe 5,78%, a US$ 110,44, com paralisação das negociações EUA-Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio
Donald Trump fala em coletiva durante visita ao restaurante El Arepazo, em Miami, Flórida, em 9 de março de 2026 (Foto Daniel Torok/Casa Branca)
Donald Trump fala em coletiva durante visita ao restaurante El Arepazo, em Miami, Flórida, em 9 de março de 2026 (Foto Daniel Torok/Casa Branca)
O petróleo saltou mais de 5% nesta quarta-feira (29/4), em meio à paralisação das negociações EUA-Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que manterá o bloqueio naval americano contra o país persa até que eles concordem com um acordo nuclear, ameaçando retomar os ataques ao país.

Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para julho subiu 5,78% (US$ 6,04), a US$ 110,44 o barril.

Já o petróleo WTI para junho fechou em alta de 6,95% (US$ 6,95), a US$ 106,88 o barril, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex).

O petróleo acelerou o movimento de alta após Trump sinalizar nova ação militar dos EUA, ao afirmar que não será mais “bonzinho”.

Segundo a Axios, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) preparou um plano para uma onda de ataques contra o Irã, com o intuito se fazer o país negociar um acordo nuclear.

O Irã, por sua vez, promete resposta às ações dos EUA e autoridades do país continuam afirmando publicamente que Washington precisa reduzir suas exigências antes que Teerã encerre seu bloqueio no Estreito de Ormuz.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, afirmou hoje que o bloqueio naval dos EUA visa fomentar divisões dentro do país persa.

Enquanto isso, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou hoje que um navio de origem japonesa atravessou com segurança o Estreito de Ormuz e saiu do Golfo Pérsico, considerando isso um “desenvolvimento positivo” em meio às preocupações com a segurança marítima.

Nos Estados Unidos, dados do governo mostraram que os estoques semanais registraram uma queda maior do que o esperado em petróleo e derivados.

Já a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) informou que a produção mundial de petróleo bruto cresceu em 2025 ante 2024, assim como a demanda global. Na terça-feira (28/4), os Emirados Árabes Unidos anunciaram sua saída do cartel a partir de 1º de maio.

Para analistas do ING, o movimento representa “um grande golpe” para a Opep e certamente seria bem recebida por Trump, “pois enfraquece a influência do cartel no mercado de petróleo”.

Autor/Fonte/Veículo: Por Darlan de Azevedo - eixos

*As notícias de outros veículos de comunicação postados aqui não refletem necessariamente o posicionamento do Sindesc.