Posto do Distrito Federal ajusta preços do diesel S10 e S500, em 4 de junho de 2018 (Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Segundo o ministério, objetivo é identificar eventuais riscos ao abastecimento
O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu uma sala de monitoramento do abastecimento de combustíveis para acompanhar a situação do mercado nacional em meio ao choque nos preços do petróleo e derivados devido à guerra no Oriente Médio.
A pasta ressaltou, no entanto, que a exposição direta do Brasil ao conflito é considerada limitada.
Segundo o ministério, o objetivo da sala é identificar eventuais riscos ao abastecimento e coordenar medidas para preservar a segurança e a normalidade do fornecimento.
O MME afirmou ainda que intensificou as ações de monitoramento das cadeias de suprimento globais e da logística nacional, assim como dos preços dos principais produtos.
Nos últimos dias, ampliou também as interlocuções junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a agentes de preços e que atuam na produção, na importação e na distribuição.
As medidas foram divulgadas em nota publicada na terça-feira (10/3), depois de relatos no final de semana de problemas na cadeia de comercialização de diesel devido ao choque de preços.
Produtores rurais estão reclamando que não recebem produtos dos Transportadores Revendedores Retalhistas (TRRs).
A ANP garante que não há falta de produto físico no país, portanto, a questão é comercial. A agência também notificou as empresas do setor a prestarem esclarecimentos sobre os volumes em estoque, os pedidos recebidos e os pedidos efetivamente aceitos.
SindTRR orienta associadas a fracionar pedidos
Representantes da entidade que representa os TRRs, o SindTRR, tiveram uma reunião com a ANP na segunda-feira (9/3) e afirmaram que as empresas estão com dificuldades em ter os pedidos atendidos pelas distribuidoras.
O sindicato orientou as associadas a fracionar os pedidos para “ter um pouco de produto para trabalhar” até que o mercado se normalize.
“Para a ANP o problema pode estar no excesso de procura do produto pelos consumidores, fazendo estoques desnecessários, mas preocupados com eventual falta, e isso estaria gerando uma demanda maior que a oferta”, afirmou o presidente do sindicato, Alvaro Faria.
Os TRRS são abastecidos pelas distribuidoras e operam, em sua maioria, sem contratos firmes, no mercado de curto prazo (spot).
Em relação à alta nos preços, o SindTRR afirmou que “o preço é livre e segue as regras de mercado”.
A Petrobras não reajustou os preços nas refinarias desde o início da guerra, mas a estatal é responsável por atender apenas parte do mercado nacional, que também é suprido por refinarias privadas e importadoras.
Questionada a respeito de eventuais restrições no fornecimento às distribuidoras, a Petrobras afirmou que não houve qualquer alteração em relação às entregas de diesel nas refinarias e que elas estão ocorrendo conforme planejado e alinhadas aos compromissos comerciais vigentes.
Texto atualizado às 19h08 para incluir o posicionamento da Petrobras.
Autor/Fonte/Veículo: eixos
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