INFORME PLATTS

informações fornecidas pela agência Platts, parte da S&P Global Commodity Insights, com notícias relevantes sobre o setor.

Agência Platts, dados de 02 de abril

• Os preços do diesel S10 fecharam em alta ontem, impulsionados pelo avanço dos futuros do Heating Oil na NYMEX e mostrando uma baixa liquidez no mercado em geral. No dia seguinte ao reajuste da Petrobras, a maioria dos participantes de mercado ainda estavam evitando fazer movimentos muito bruscos, tornando tanto ofertas quanto bids mais raros. Em Paranaguá, a Platts colheu relatos de ofertas de PB – R$ 50/m³ a PB flat, enquanto em Santos as ofertas foram de PB – R$ 20/m³ a também PB flat. Sem procura, Paulínia e Araucária terminaram considerando o diferencial logístico de levar produto do porto ao interior. Enquanto isso, no Nordeste houve apenas algumas indicações de níveis gerais de preços, com o mercado inteiramente premiado sobre a Petrobras depois do reajuste.

• O mercado de gasolina FCA subiu ontem, seguindo a alta vista nos futuros do RBOB e com o pequeno avanço do dólar. A Platts não ouviu ofertas, bids, nem fechamentos, mas escutou níveis de mercado saindo de PB + R$ 110/m³ até PB + R$ 130/m³. A liquidez do mercado continua baixa, e participantes relataram que, com o aumento no prêmio dos produtos importados, o mercado deve demorar a ver novamente uma liquidez mais robusta. Alguns até consideraram que a continuidade desses níveis bem premiados ante Petrobras possa afetar a demanda por gasolina no médio prazo, desde que o etanol hidradato siga competitivo.

• Lá fora, o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs uma tarifa mínima de 10% em todos os produtos importados pelo país (inclusive sobre o Brasil), sendo que a alíquota sobe dependendo do país, no que ele chamou de reciprocidade. Para a China, a tarifa seria de 34% sobre todas já anunciadas anteriormente, por exemplo, e sobre a União Europeia, seria de 20%. Canadá e México foram poupados, assim como, ao menos aparentemente, a maioria das importações ligadas a petróleo e gás e energia em geral. O Instituto Americano do Petróleo, ou API, elogiou a decisão do presidente de não taxar petróleo e gás, “ressaltando a complexidade dos mercados globais integrados de energia e a importância do papel dos EUA em ser um exportador líquido”, disse seu presidente.

• Os preços do petróleo caíram após o anúncio das tarifas de Donald Trump, no pós-fechamento. Analistas ressaltaram que a maior parte do complexo energético foi poupado pelo presidente americano, mas o efeito geral das tarifas provavelmente seria negativo para a economia global — e, consequentemente, para a demanda por petróleo e derivados. Analistas da S&P Global Commodity Insights calculam que uma escalada da guerra comercial possa cortar as projeções do PIB mundial em aproximadamente 1%. Antes dos anúncios, os futuros de derivados tinham fechado em alta. O RBOB de maio subiu 2,85 centavos/galão, para US$ 2,3310/galão, e o Heating Oil de mesmo mês teve ganhos de 3,31 centavos/galão, para US$ 2,3220/galão.

• E ainda no cenário internacional, os estoques de gasolina na Costa do Golfo dos EUA subiram pela terceira semana seguida no período até 28/mar, disse a Administração de Informação Energética do país, ou EIA. O aumento foi de 951 mil barrils sobre a semana anterior, fechando em 82,96 milhões de barris. A demanda aparente, por outro lado, recuou também pela terceira semana, caindo 148 mil barris/dia para 8,5 milhões de barris/dia. O uso de capacidade de refino no Golfo foi a 91,8%, o maior desde 10/jan.