Enquanto as megastátuas atraem olhares nas cidades, a rede de postos de combustíveis do grupo se consolidou em corredores rodoviários com operação 24 horas, cinco unidades em Santa Catarina, aproximadamente 200 colaboradores diretos e faturamento anual na faixa de R$ 200 milhões, com expansão estudada para novas praças pelo país.

A rede de postos de combustíveis ligada a Luciano Hang se transformou em um braço relevante fora do varejo tradicional, com presença concentrada em rodovias e cidades catarinenses estratégicas. O desenho do negócio combina abastecimento, conveniência e apoio ao viajante em operação contínua, criando uma rotina de serviço permanente para diferentes perfis de público.

Enquanto a imagem pública do grupo costuma ser associada às lojas de departamento e às megastátuas, a operação de combustíveis avançou com menor exposição e foco em execução. O resultado é uma estrutura que já movimenta cerca de R$ 200 milhões por ano, com impacto direto em emprego formal, circulação local de consumo e planejamento de crescimento em outras regiões do Brasil.

Da primeira unidade em Brusque ao modelo de serviço contínuo

A origem da operação remonta a outubro de 2001, com a inauguração da primeira unidade em Brusque, Santa Catarina.

Desde o início, a proposta foi posicionar a rede de postos de combustíveis como um serviço de passagem e permanência curta, capaz de atender quem cruza longas distâncias e precisa resolver várias demandas no mesmo ponto da viagem.

Esse formato evoluiu para um padrão de atendimento 24 horas por dia, todos os dias do ano, algo que altera a lógica de consumo ao redor das unidades.

Não se trata apenas de vender combustível, mas de manter um hub funcional para abastecer, comer, descansar rapidamente e seguir rota com previsibilidade, sobretudo em trechos de tráfego intenso e em horários de menor oferta de serviços.

Onde a operação está e por que rodovia virou estratégia central

Hoje, a rede de postos de combustíveis está concentrada em cinco unidades, distribuídas em eixos rodoviários e cidades catarinenses como Barra Velha, Araranguá e Palhoça, com duas unidades nesta última. A escolha geográfica não é aleatória: ela busca pontos com fluxo recorrente de veículos, mistura de tráfego local e interestadual, e demanda contínua por conveniência.

Do ponto de vista operacional, rodovia significa frequência estável de passagens, picos previsíveis e necessidade constante de serviços básicos.

Esse contexto reduz dependência de sazonalidade típica de centros urbanos estritamente comerciais e permite uma leitura mais técnica de desempenho, baseada em fluxo, permanência média, ticket agregado e capacidade de atender famílias, motoristas profissionais e viajantes ocasionais.

Receita recorrente, empregos e blindagem parcial contra oscilações do varejo

Mesmo com uma malha ainda enxuta, a rede de postos de combustíveis já representa uma frente de receita recorrente para o grupo, com faturamento anual aproximado de R$ 200 milhões. Em termos de gestão, isso significa um ativo que pode suavizar parte das variações de consumo do varejo tradicional, especialmente em períodos de maior oscilação econômica.

No campo social e regional, o impacto também é mensurável: são cerca de 200 colaboradores diretos, além do estímulo a serviços complementares no entorno das unidades.

Quando um ponto de parada funciona 24 horas com demanda constante, ele tende a atrair alimentação, manutenção e comércio de apoio, ampliando o efeito econômico para além da operação principal e criando uma microdinâmica local de serviços.

Expansão nacional com critério: fluxo, demanda e logística
A perspectiva de crescimento existe, mas o ritmo descrito pela empresa é de cautela técnica. A abertura de novas unidades da rede de postos de combustíveis depende de estudos prévios de fluxo de veículos, potencial de demanda regional e viabilidade logística, três variáveis que determinam se um ponto terá sustentabilidade operacional no médio e no longo prazo.

Na prática, isso indica uma expansão menos baseada em visibilidade e mais em eficiência de implantação. Escolher mal uma praça pode elevar custo fixo, reduzir giro e comprometer padrão de serviço, enquanto escolher bem tende a fortalecer recorrência de receita e previsibilidade de operação. Esse equilíbrio entre ambição e execução é o que deve definir o próximo ciclo da rede fora de Santa Catarina.

A trajetória mostra um movimento empresarial pouco ruidoso, porém consistente: uma operação iniciada em 2001, hoje estruturada em cinco unidades, atendimento ininterrupto, cerca de 200 empregos diretos e faturamento anual na casa de R$ 200 milhões, com expansão em análise.

No centro dessa estratégia, a rede de postos de combustíveis funciona como um braço de estabilidade e capilaridade rodoviária.

Na sua visão, qual fator mais pesa para esse tipo de operação crescer no Brasil: localização em rodovia, serviço 24 horas ou integração com conveniência? E, pensando na sua região, você acredita que um modelo assim melhora a rotina de quem viaja ou ainda falta estrutura para atender bem o público de estrada?

Autor/Fonte/Veículo: Click Petróleo&Gás.

*As notícias de outros veículos de comunicação postados aqui não refletem necessariamente o posicionamento do Sindesc.