Esquema teria causado prejuízo de mais de R$ 7,6 bilhões e envolve PCC – Foto: Divulgação/FreePik/JCC

 

Investigações apontam esquema bilionário de fraudes em todo o Brasil

Uma ação inédita e coordenada em âmbito nacional marcou a manhã desta quinta-feira (28), quando a Operação Carbono Oculto entrou em vigor. O alvo são postos de combustíveis ligados a fraudes milionárias, incluindo estabelecimentos em Santa Catarina, que, segundo autoridades, estariam sob influência de facções criminosas. O prejuízo estimado chega a R$ 7,6 bilhões, afetando diretamente consumidores e empresas em vários estados.

No total, mais de 300 postos foram fiscalizados em estados estratégicos como São Paulo, Goiás, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina, sendo Criciúma e Itajaí os municípios catarinenses mais visados. Investigações do Ministério Público de São Paulo (MPSP) indicam que o PCC (Primeiro Comando da Capital) estaria envolvido, manipulando operações de venda, distribuição e adulteração de combustíveis para gerar lucro ilícito.

Em Santa Catarina pelo menos cinco postos têm ligação com facções, enquanto 941 estabelecimentos em todo o Brasil apresentariam indícios de atuação criminosa. Entre os problemas detectados estão combustível adulterado, cobrança irregular e ameaças a ex-proprietários, prejudicando consumidores que recebiam volumes menores do que os pagos, contrariando normas da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Foto: Divulgação/PMSP

 

Para enfrentar o esquema, a operação mobilizou 1.400 agentes, incluindo equipes da Polícia Federal, Polícia Civil, Receita Federal, ANP e Ministérios Públicos estadual e federal. Mais de 350 pessoas e empresas estão sob investigação por crimes como lavagem de dinheiro, fraude fiscal, estelionato e danos ambientais, reforçando a complexidade da rede criminosa.

Especialistas alertam que o setor de combustíveis tornou-se um terreno estratégico para facções, oferecendo oportunidades de expansão do crime organizado, lavagem de dinheiro e recrutamento de membros. Segundo o delegado Daniel Régis (DEIC), a atuação em Santa Catarina evidencia a necessidade de fiscalização contínua e integrada, enquanto o especialista Welliton Caixeta Maciel ressalta que a criminalidade se adapta constantemente a setores com baixa fiscalização e alto potencial de lucro ilícito.

Autor/Fonte/Veículo: jornal conexão

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