Secretário do MME Pietro Mendes durante o Fórum Brasileiro de Líderes em Energia — Oil & Gas, em 9 de abril de 2025 (Foto Ricardo Botelho/MME)

 

O conselho de administração da Petrobras passa a ter uma vaga não preenchida com a renúncia do presidente do colegiado, Pietro Mendes, na quarta-feira (20/8) para assumir como diretor da ANP.

Depois de meses de indefinição, a indicação de Mendes para a diretoria 4 da agência reguladora foi aprovada no Plenário do Senado na terça (19/8) à noite, junto com o nome do novo diretor-geral, Artur Watt.. Eles assumem após a publicação no Diário Oficial da União.
Com isso, Mendes precisou se descompatibilizar do cargo na Petrobras.
Por sua vez, Watt vai precisar deixar a atuação na consultoria jurídica da PPSA para retornar à ANP, onde foi procurador.
A Petrobras já informou que, por enquanto, o próprio conselho vai eleger o presidente substituto, conforme as regras do estatuto social da companhia.

O atual colegiado foi eleito em abril, com mandato até 2026.
A escolha do novo presidente será válida até a próxima Assembleia Geral (ainda sem data prevista), quando os acionistas votarão no nome que vai assumir o cargo.

Ao todo, o conselho de administração da Petrobras tem 11 membros, sendo seis representantes da União, cinco eleitos pelos acionistas minoritários e uma cadeira preenchida por voto dos empregados.
Todos passam por processos internos de checagens de conformidade e governança.
O colegiado é responsável por supervisionar a atuação da diretoria-executiva, definir estratégias e fazer a interlocução com o controlador. Vai passar pelo crivo do grupo, por exemplo, o novo plano de negócios, que deve ser apresentado até o final do ano.
A saída de Mendes do colegiado abre, assim, espaço para o governo indicar um novo conselheiro para a companhia.

Resta a dúvida se o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, vai conseguir emplacar novamente um nome na estatal.
Vale lembrar que Mendes era ligado a Silveira e também atuava como secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, mais um cargo que vai deixar para assumir na agência reguladora.

Autor/Fonte/Veículo: eixos

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