Abastecimento de veículo a diesel (Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Petrobras diz que não fará mudanças bruscas nos preços
A intensificação do conflito entre Irã e Israel completa uma semana nesta sexta-feira (20/6) com sinais negativos para os importadores de combustíveis no Brasil.
Com a alta do barril de petróleo no mercado internacional, o produto vendido pela Petrobras passou a ser mais competitivo.
A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) calcula que o preço do litro do diesel vendido pela Petrobras estava R$ 0,55 abaixo das cotações internacionais, com espaço para um aumento de 17% na quarta-feira (18/6).
Já a gasolina vendida pela estatal tinha uma defasagem de R$ 0,16, o que indica possibilidade de um reajuste de 6%.
Ao definir o preço nas refinarias, a estatal não se baseia apenas na cotação do petróleo tipo Brent ou na paridade de exportação, mas também na evolução do câmbio e na participação do mercado, incluindo a posição em relação aos produtos concorrentes.
O cenário tende a piorar para os importadores com a volatilidade no mercado global.
Na quinta-feira (19/6), o Brent fechou em alta de 2,8%, a US$ 78,85 o barril (Valor Econômico).
O produto importado já começa a chegar ao Brasil com preços mais altos.
A consultoria Argus calcula que cargas de diesel russo com entrega prevista para portos nas regiões Norte e Nordeste dentro de 15 a 45 dias registraram alta de R$ 0,23 por litro depois dos ataques de sexta-feira (13/6). Com isso, o produto já é negociado a R$ 3,40 por litro.
No mercado a vista, as cargas de diesel importado para retirada imediata no Porto de Itaqui (MA) chegam a R$ 3,55 o litro, alta de R$ 0,28 em relação a quinta-feira (12/6).
“Tanto as cargas negociadas no mercado internacional quanto a revenda de diesel e gasolina estocados nos portos brasileiros registraram uma alta significativa”, aponta o gerente de desenvolvimento de negócios da Argus, Amance Boutin.
Entretanto, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, indicou que não fará mudanças bruscas de preços e seguirá sua política de “movimentos graduais”, sem sucumbir a oscilações de curto prazo.
“A gente não quer trazer para o Brasil a instabilidade e a volatilidade do sistema de precificação internacional”, disse a CEO a jornalistas na quarta (18/6).
“A gente olha tendências, só faz movimento quando enxerga uma tendência”, acrescentou.
Autor/Fonte/Veículo: eixos
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